terça-feira, 12 de setembro de 2017

POESIA - FIM DO SHOW - THIAGO LUCARINI

Cinco da manhã
O galo enche o peito de ar
E abre o bico para o mundo
Sem saber que seu canto é inútil.
A tecnologia proveu ao homem
Galináceos de ferro, despertadores
Feitos de mecânica poesia rotineira.
Cabe ao galo ser canja e insistência,
Pois é um artista que não se deu conta
Que o seu show há muito terminou

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