sexta-feira, 9 de setembro de 2016

POESIA - CABEÇA DE MEDUSA - THIAGO LUCARINI

As estrelas quando caíram
Quebraram-se sobre sua cabeça
Moldando tua reluzente coroa.

Brilhas, mas não tem verdade.
Sua vida tombada e incolor definha
Ao lado da lixeira que exala teu brado.

Como é ser perfeito e ser infeliz?
Odiar tudo o que está acima da linha dos olhos
E menosprezar tudo o que está abaixo?

Tua coroa de estrelas funestas é uma cabeça de Medusa
Esteticamente exclusa das serpentes, contudo, à guisa,
Transforma em pedra quem se atreve a ela olhar.

Não podes nunca depor tal coroa poderosa,
Pois estar nu, é expor a vergonha, o asco
De ser quem nu, tu, de fato, és.

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