segunda-feira, 20 de abril de 2015

POESIA - SUPER-HERÓIS, A ODISSEIA - THIAGO LUCARINI





A coragem surge na infância
Como um Superman alado,
Contrariada, a insolente criança
Seja por um simples sorvete
Ganha cores estranhas
Só não se sabe se é o Hulk
Arqueiro Verde ou Lanterna Verde
A iluminar a malcriação exagerada
Pequeno turbilhão vermelho Demolidor,
Rapidinho a criancice passa.
À noite, no quarto, com os irmãos
Lençóis enrolados, toalhas-capas esvoaçantes
Entre travesseiros voantes
Surge Homem Aranha, Batman
Escudo do Capitão América
Armadura do Homem de Ferro
Uma fortaleza de imaginação.
Na escola um esquadrão X-men
Mutantes variados,
Um grupinho de amigos isolados
É o Quarteto Fantástico,
Inabaláveis.

Na adolescência; velados de segredos
Do mundo, um Constantine mirrado.
Rebento Atom de energia indissociável,
Invulneráveis, indestrutíveis tipo Wolverine.
Adolescente chato, letal, ensinado
Pela charmosa Viúva Negra,
Apadrinhado pelo misterioso O Corvo.
Aqui meninas viram Mulher Maravilha, Mulher Gato,
E os meninos: O Coisa, Doutor Estranho.

Na vida adulta ou adultidade
Que feio isso, sem graça. Voltando:
Deuses e aliens começam a guerra
Salvos por Thor, Hércules
Nórdicos ou gregos tanto faz.
Numa vaga lembrança
Num mergulho do Aquaman
A vida passa, sedimentada pelo Sandman,
Num piscar de olhos
Feito borrão como Flash
Tudo acabou.

Hoje os meus super-heróis
Estão espalhados pelo chão,
Procurando os seus pedaços
Enquanto eu procuro os meus.
Apesar, de nós, feridos
Fomos, somos felizes.
Não há feridas, Kriptonita suficiente
Para nos deter, afinal,
Todo homem-criança é herói de si.

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